A revolução que Getúlio começou e não terminou
RESUMO
Este artigo analisa as disputas historiográficas e políticas em torno da Revolução de 1930 e do Estado Novo no Brasil. Com base em leitura crítica da historiografia recente, argumenta que a Revolução de 1930 não foi um evento unificado, mas um campo de disputas interpretativas, e que o Estado Novo não foi um desdobramento inevitável de 1930, mas um dos resultados possíveis das lutas políticas da década. O artigo examina a invenção do mito revolucionário, as incertezas do regime, o movimento integralista, as insurreições de 1935 e a ideologia do trabalho, demonstrando como a construção do "homem novo" e do "Estado novo" envolveu a apropriação e ressignificação de diferentes tradições políticas. Conclui que a historiografia crítica é essencial para desconstruir narrativas oficiais e compreender a complexidade da cultura política brasileira.
Palavras-chave: Revolução de 1930; Historiografia; Estado Novo.
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Imagem: Getúlio Vargas e o Pai / Arquivo Nacional via As várias faces de Getúlio.



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