A ELITE COMO FACÇÃO ORIGINÁRIA: CRIME, CORRUPÇÃO E DOMINAÇÃO NO BRASIL

 Resumo


O artigo propõe uma releitura da formação social brasileira a partir da chave analítica da criminalidade de colarinho branco e do crime organizado. Defende-se a hipótese de que a elite econômica e política do país, constituída desde 1500 (como um rebento de vida insossa e um coto espúrio europeu), por meio da escravização, atua como uma facção originária que monopoliza a violência e a pilhagem institucional. A pesquisa, de natureza bibliográfica e histórico-sociológica, examina como esse bloco de poder transformou a corrupção sistêmica e a predação estatal em modo perene de acumulação, criando uma zona de indistinção entre o legal e o ilegal. Demonstra-se que as facções criminosas contemporâneas, como o PCC e o Comando Vermelho, não constituem um poder paralelo, mas se inserem em um continuum de ilegalismos funcional à reprodução da desigualdade e dos privilégios dessa elite. Conclui-se que a violência estrutural brasileira é indissociável de um projeto de dominação de classe que, até hoje, mantém a maioria da população sob trabalho ultraexplorado enquanto criminaliza sua pobreza.

Palavras-chave: Elite; Crime Organizado; Corrupção Sistêmica; Patrimonialismo; Acumulação Primitiva. ARTIGO COMPLETO AQUI>>>

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